Transtornos
Alimentares
Os
transtornos alimentares são distúrbios psiquiátricos, que afetam principalmente
adolescentes e jovens adultos do sexo feminino, que podem levar a grandes
prejuízos psicológicos, sociais e aumento da morbidade e mortalidade.
Esses
indivíduos, afim de aliviarem conflitos
ou situações de estresse acabam descontando suas frustrações na comida, criando
assim um vínculo doentio com a própria alimentação. Isso tudo soma-se ao
distúrbio de imagem corporal, ou seja, a pessoa não consegue se enxergar como
ela realmente é, normalmente se vendo muito mais gorda do que realmente é (com
excessão da vigorexia).
A tendência à
obesidade, genética, padrão familiar, eventos adversos como bullying ou abuso
sexual, e principalmente o atual padrão de beleza rígido podem vir a
desencadear esses transtornos.
Fora isso,
alguns fatores psicológicos como perfeccionismo, baixa autoestima, rigidez de
comportamento, autocrítica elevada e distorções cognitivas são tidos como
padrão comum entre seus portadores.
Anorexia:
É
caracterizada por uma grande perda de peso em decorrência da dieta extremamente
restrita na ininterrupta busca pela magreza. Na realidade o termo “anorexia”,
do ponto de vista psicopatológico, não é adequado, uma vez que o paciente não
tem uma perda real do apetite. Na realidade, o indivíduo sente-se em pleno
controle do seu corpo, visto que consegue “dominar” sua fome e em consequência
disso continua emagrecendo.
Costumam
não comer em público, cortar os alimentos em pequenos pedaços e demorar muito
para mastigar. Sempre têm uma desculpa para não comer junto com a família ou
grupo a que está inserido, e possuem conhecimentos muitas vezes crenças e mitos
radicais sobre nutrição.
Geralmente
apresentam quadros de desnutrição grave, o que leva à amenorréia (ausência de
ciclos menstruais) e a uma taxa de mortalidade (aproximadamente de 5 a 15%). Podem apresentar Problemas cardiovasculatres,
gastrointestinais, esqueléticos, dermatológicos, endócrinos, hematológicos e
neurológicos.
Bulimia:
Caracterizado
por periódicos episódios de compulsão alimentar que geram a sensação de perda
de controle, o que leva a métodos compensatórios inadequados para o controle de
peso, como vômitos auto-induzidos, uso de medicamentos como diuréticos,
inibidores de apetite, laxantes e/ou exercícios físicos extenuantes.
Usualmente
apresentam peso normal ou sobrepeso. Costumam comer sozinhos durante os
períodos de voracidade por sentirem vergonha se si mesmos. Normalmente
apresentam um desequilíbrio de
eletrólitos e de fluídos. Pode prejudicar a garganta devido ao refluxo gástrico
dos vômitos forçados, além de prejudicar o funcionamento intestinal devido ao
uso excessivo de laxantes.
Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP):
Caracteriza-se por
episódios recorrentes de descontrole alimentar, porém sem a presença de purgação,
então normalmente são obesos. São
pacientes depressivos, que geralmente abusam do álcool e/ou drogas, quando
comparados com os obesos sem o transtorno.
Como detectar o problema:
·
Comer mais rápido do que o usual;
·
Comer até se sentir inconfortavelmente “cheio”;
·
Comer grandes quantidades de comida, sem sentir fome;
·
Comer sozinho por se sentir constrangido com a quantidade;
·
Sentir-se decepcionado, deprimido, ou sentindo-se culpado após a super
ingestão.
Vigorexia:
É
caracterizada pela distorção da imagem corporal em relação à força. Para
simplificar, é praticamente o inverso da anorexia. Mesmo tendo desenvolvido uma
musculatura acima da média, os vigoréxicos se vêem pequenos e fracos.
Esse
transtorno, ao contrário de todos os outros, é mais comum em homens, na faixa
etária dos 18 aos 35 anos. E a obsessão por um corpo musculoso leva a
alterações comportamentais como longos períodos na academia, levantamento de
pesos cada vez maiores, o que pode acarretar em lesões, dietas perigosamente
ricas em proteína, o que pode gerar problemas tanto renais quanto hepáticos,
além do uso indiscriminado de suplementos alimentares e/ou anabolizantes.
Ortorexia:
Por ser
considerado um transtorno relativamente “novo”, ainda é pouco explorado na
literatura científica. É caracterizado por uma fixação pela saúde alimentar,
qualidade dos alimentos e pureza da dieta (livre de pesticidas, corantes,
conservantes e outras substâncias artificiais).
A provável
causa para tal transtorno é a crescente preocupação com uma vida mais saudável,
o que por consequência gera também um maior interesse pelo alcance de uma
alimentação saudável. Não parece ter relação com distúrbios de auto-imagem.
O tratamento para esses distúrbios deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, constituída por médicos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros. Em São Paulo temos o AMBULIM (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas), que além de ser considerado o maior centro especializado em transtornos alimentares da América Latina, oferece tratamento gratuito para pacientes de todo o país.
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alimentares saudáveis para a melhoria da qualidade de
vida.

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