Obesidade
A
obesidade é uma doença crônico-degenerativa, inflamatória, que leva ao aumento
da morbidade, ou seja, a incidência relativa de uma
determinada doença, e da mortalidade. Ela possui diversas causas: genética,
fatores ambientais, sedentarismo, inadequação alimentar, estresse, situação
sócio-econômica e fatores psicológicos.
É fácil de entender a razão dessa epidemia mundial:
nós vivemos num ambiente obesogênico, ou seja, temos fácil acesso a alimentos e
cada vez nos movimentamos menos!
Na época do homem das cavernas, nós éramos nômades,
pois era preciso colher e caçar para comer, e comia-se o que se conseguia
porque nunca sabíamos quanto tempo ficaríamos sem encontrar alimentos. Tudo
isso gerava um alto gasto calórico e longas privações alimentares.
Nosso organismo, de maneira extremamente inteligente,
começou a estocar os excessos alimentares na forma de gordura, de modo que
conseguíssemos sobreviver às privações de nossos ancestrais. Porém, esse
mecanismo continua funcionando da mesma forma, mesmo não passando por momentos
de escassez alimentar, o que leva ao ganho de peso.
Somado a isso, nos dias atuais temos o extremo oposto
da época do homem das cavernas: carro, elevador, controle-remoto, escada-rolante,
tudo faz com que nos movimentemos o mínimo possível. Para piorar, é só irmos ao
supermercado para encontrarmos uma vasta quantidade de alimentos, cada vez mais
calóricos e gordurosos. Esse quadro gera um balanço energético positivo, o que
significa que gastamos menos energia do que consumimos.
- Cardiovasculares
– hipertensão, dislipidemia (altos níveis de gorduras circulando no
sangue), infarto e embolia pulmonar; - Gastro-intestinais
– refluxo e esteatose (fígado gorduroso);
- Pulmonares
– apnéia e síndrome hipoventilatória;
- Psicológicas
– depressão, baixa auto-estima e qualidade de vida;
- Ortopédicas
– osteoartrite degenerativa e diminuição da mobilidade;
- Metabólicas
– diabetes, resistência à insulina, gota e síndrome metabólica;
- Dermatológicas
– acantose nigricante, celulite, estrias;
- Reprodutivas
– ovários policísticos, alterações menstruais e infertilidade;
- Câncer
– mama, cólon e próstata.
A
obesidade, além de tudo isso, causa vários processos inflamatórios advindos do
excesso de tecido adiposo. Um deles relaciona-se à leptina, principal hormônio
responsável pela sensação de saciedade, que se encontra desregulada na
obesidade, o que atrapalha o processo de emagrecimento. Por isso a importância
de mastigar bem os alimentos, para tentar regular esse processo.
Além de diminuir muito a qualidade de vida do
indivíduo, a obesidade não tem cura, somente controle, por isso é tão
importante a sua prevenção, já que crianças e adolescentes obesos possuem entre
50 e 80% de chance de ser um adulto obeso, respectivamente.
Também
é essencial a prática de um exercício físico, com consentimento médico e
orientação de um educador físico, além de auxílio psicológico, já que grande
parte dos obesos apresentam sintomas de depressão e baixa auto-estima.
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alimentares saudáveis para a melhoria da qualidade de vida.

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